Se oriente

Domingo26, Julho, 09

ThaiDancers15_CM

Kratong Tong das Tias – Versão Vegana

O Kratong é um petisco maravilhoso que faz muito sucesso em certo restaurante chique daqui de São Paulo. É uma especialidade tailandesa que consiste numa cestinha de massa crocante cheia de um viradinho frango ou porco bem temperado e picante. Há várias receitas em inglês na internete, inclusive de uma massa mais elaborada que leva até leite de coco. Originalmente essa massinha é frita com técnica refinadíssima e equipamento específico.

Não se deixe intimidar: massa de pastel de feira serve pra essas coisas e vai no forno, não vai precisar do panelão de fritura. Vai precisar sim de forminhas de empada – as de metal bem velhinhas da minha mãe, que esquentam rápido, funcionaram melhor que essas moderninhas de silicone. E como o prato foi feito para receber uma amiga que não come carnes, troquei o frango por proteína de soja granulada. E, quer saber – ficou bom pra caralho. Com frango e porco deve ficar também, vai lá.

Para as casquinhas:

Massa de pastel fresca, comprada na feira.

Óleo de Girassol

Com um pincel, um chumaço de algodão ou coisa que o valha unte as forminhas com óleo de girassol. Com a ajuda da borda de um copo, corte círculos da massa de pastel. Não precisam ser perfeitos.

Acomode os círculos de massa nas forminhas. Não é necessário apertar a massa lá dentro, não precisa ficar com o desenho da forminha: ela serve só pra segurar a massa para que ela asse no formato de uma cestinha.

Pincele novamente com o óleo de girassol e leve ao forno médio pré aquecido. Fique de olho, elas assam rapidinho. Quando estiveram douradas tire do forno.

Para o recheio:

1 xícara bem cheia de PVT granulada

2 dentes de alho picados

1 cebola pequena bem picadinha

1 lata de milho verde em conserva

1 tanto de cheiro verde picado

1 pimenta dedo de moça média sem sementes, bem picadinha (abra-a no meio, raspe fora as sementes usando uma faca e depois lave bem as mãos. Por que depois a gente sempre passa a mão por exemplo no olho e já viu).

cominho

coentro em pó

açucar

sal

molho de peixe oriental ou molho inglês

shoyu.

Hidrate e escorra bem a proteína de soja. Se for sua primeira vez leia as instruções no pacote.

Esquente óleo de girassol numa panela (acho que o sabor do azeite de oliva não combina com essa receita) e refogue cebola, o alho, a pimenta e junte a proteína. Acrescente o milho e vá adicionando os temperos. Coentro e cominho são dois temperos de muita personalidade, vá acrescentando um tico por vez. Se não me engano usei uma pitadinha (a quantidade que você pega entre o polegar e o indicador) de cominho e duas ou três de coentro. Salgue com sal e com o shoyu, como achar que deve e depois acrescente pelo menos uma colher de sopa rasa de açúcar. Algumas gotas do molho inglês. Por último o cheiro verde, senão ele murcha demais e desaparece. Quando tudo estiver bem refogado (sem águas no fundo da panela), o cheiro vai estar ótimo e pode desligar o fogo.

Com esse recheio encha cada uma das forminhas. Sirva com uma pimenta opcional pra quem é do ramo: pode ser um molho tipo tabasco ou a pimenta calabresa seca que a gente salpica em cima. E com uma cerveja, antes do almoço, é muito bom pra ficar pensando melhor.

De las buenas

Domingo30, Setembro, 07

Sim, é possível comer guacamole sem ter que comprar aqueles doritos, cobertos de pózinho laranja, mistura de aromatizantes, corantes, aguçadores de vontade de tomar coca-cola. Nessa sexta, uns amigos buena onda resolveram tentar. Demorou, principalmente porque precisamos pegar o jeito e os equipamentos eram um pouco precários. Fomos tomando cerveja e abrindo a massa em cima do balcão de fórmica bem enfarinhado, usando como rolo umas jarras cilíndricas que o dono da casa encontrou. Assamos numa frigideirinha. No final, um pouco bêbados e cobertos de farinha, descobrimos que mesmo com nenhuma experiência e tudo improvisado fizemos umas tortillas de milho maravilhosas para melhor apreciar o chilli, a guacamole e a salsa. Eis aqui a receita.

maiz

Para a massa:

Fubá em flocos (recomendo farinha de milho pré-cozida).

Água morna.
Azeite (opcional).
Para ajudar a abrir:
Farinha de trigo ou
Papel manteiga ou
Uma folha de saquinho plástico limpo
(cuidado com os que tem tinta, pode sair uma tortilha com a logomarca do supermercado).

Coloque o fubá na tigela e junte um pouquinho (inho) de água. Vá amassando com as mãos e juntando água conforme for preciso, pra que a massa fique modelável, sem esfarelar nem grudar nas mãos. Pode juntar um fiozinho de azeite. Quando a massa estiver boa de modelar, faça bolinhas não muito grandes. Menores que uma bola de pingue-pongue. A massa deve ser fechada num pote para que a água não evapore e a massa se torne esfarelenta.

Para abrir: coloque a bolinha sobre uma folha de papel manteiga. Dê uma achatadinha na bola. cubra com outra folha. Role o pau de macarrão por cima da folha, para abrir a massa, como uma panqueca bem fina entre as duas folhas de papel. Daí é só soltar a tortilla do papel.

Ou:

Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo. Achate a bolinha de massa em cima da superfície enfarinhada. Polvilhe mais farinha em cima da massa e abra a tortilha com o rolo. Vire-a. Polvilhe mais farinha e continue abrindo até ficar fininha. Bastante farinha na mesa e por cima da tortilla evita que a massa grude no rolo ou na superfície de trabalho.

Esquente uma frigideira grande, de preferência de ferro, ou uma chapa que mantenha bem o calor. Asse a tortilla nessa chapa, ela fica ligeiramente esbranquiçada e daí começa a dourar. Encontre o ponto certo e sua tortilla ficará crocante, mas macia o suficiente para ser dobrada sem quebrar.