Veganas buena onda.
Quarta-feira11, Junho, 08
As tias nãos são veganas. Tia O. não come carne de bichos que andam ou vôam (ce come anfíbios, tia? e répteis?), porque se sente melhor assim, não toma leite porque lhe pesa na vida. Eu como tudo: de folhagens a tripas sanguinolentas, de quiabo a monstros marinhos. Ambas temos contradições e pensamos bastante a respeito de comida, cada uma a seu modo. E temos amigos e amigas vegans, vários, com quem conversamos também sobre comida. Na boa, porque uma coisa que ninguém precisa é de catecismo sobre o que come ou deixa de comer. Pensar sobre o que a gente come é como pensar sobre o que a gente é, nada se resolve por decreto. Eu sinceramente acho nunca vou escolher margarina à manteiga, nem deixar de me reconhecer na rabada com polenta da minha mãe, num bom pedaço de morcilla, no cabrito assado, na salada de lulas que meu pai apronta ou na leitoa pururuca da minha tia Irani. Mas conhecer as receitas dessas pessoas veganas e libertárias, cozinhar para elas e com elas só enriquece a minha vida omnívora. Porque a casa das tias não é vegana, mas é muito, muito antropofágica.

Para começar…
Patê de Lelê
250 gramas de Tofu picado
1 col. (sopa) de salsa e cebolinha (preferencialmente frescas)
1 col. (sobremesa) de orégano ou manjericão (fresco)
pitadas de páprica picante
3 col. (sopa) azeite
2 dentes de alho amassados
sal a gosto
Bater todos os ingredientes no liquidificador até misturar e ficar uma mistura homogenea. pode acrescentar um pouquinho de água para ficar mais cremoso. Servir com pão francês, italiano, sueco, torradinhas integrais, legumes crus fatiados…
sugestão de temperos: ervas finas, manjericão, hortelã…
Feijoada Vegana
1 xícara de PVT grossa (proteína vegetal texturizada)
1 xícara de cenoura
1 xícara de mandioquinha
3 colheres de sopa de óleo vegetal
2 dentes de alho (ou mais)
sal, salsinha, cebola, pimenta e louro a gosto
ai que bonito que ficou!!
anfíbios e répteis? xii, não sei. eu como siri e caranguejo (são anfíbios?). tartaruga, rã e jacaré nunca experimentei. e se um dia as abobrinhas aprenderem a andar, acho que eu vou continuar comendo-las.