De las buenas

Domingo30, Setembro, 07

Sim, é possível comer guacamole sem ter que comprar aqueles doritos, cobertos de pózinho laranja, mistura de aromatizantes, corantes, aguçadores de vontade de tomar coca-cola. Nessa sexta, uns amigos buena onda resolveram tentar. Demorou, principalmente porque precisamos pegar o jeito e os equipamentos eram um pouco precários. Fomos tomando cerveja e abrindo a massa em cima do balcão de fórmica bem enfarinhado, usando como rolo umas jarras cilíndricas que o dono da casa encontrou. Assamos numa frigideirinha. No final, um pouco bêbados e cobertos de farinha, descobrimos que mesmo com nenhuma experiência e tudo improvisado fizemos umas tortillas de milho maravilhosas para melhor apreciar o chilli, a guacamole e a salsa. Eis aqui a receita.

maiz

Para a massa:

Fubá em flocos (recomendo farinha de milho pré-cozida).

Água morna.
Azeite (opcional).
Para ajudar a abrir:
Farinha de trigo ou
Papel manteiga ou
Uma folha de saquinho plástico limpo
(cuidado com os que tem tinta, pode sair uma tortilha com a logomarca do supermercado).

Coloque o fubá na tigela e junte um pouquinho (inho) de água. Vá amassando com as mãos e juntando água conforme for preciso, pra que a massa fique modelável, sem esfarelar nem grudar nas mãos. Pode juntar um fiozinho de azeite. Quando a massa estiver boa de modelar, faça bolinhas não muito grandes. Menores que uma bola de pingue-pongue. A massa deve ser fechada num pote para que a água não evapore e a massa se torne esfarelenta.

Para abrir: coloque a bolinha sobre uma folha de papel manteiga. Dê uma achatadinha na bola. cubra com outra folha. Role o pau de macarrão por cima da folha, para abrir a massa, como uma panqueca bem fina entre as duas folhas de papel. Daí é só soltar a tortilla do papel.

Ou:

Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo. Achate a bolinha de massa em cima da superfície enfarinhada. Polvilhe mais farinha em cima da massa e abra a tortilha com o rolo. Vire-a. Polvilhe mais farinha e continue abrindo até ficar fininha. Bastante farinha na mesa e por cima da tortilla evita que a massa grude no rolo ou na superfície de trabalho.

Esquente uma frigideira grande, de preferência de ferro, ou uma chapa que mantenha bem o calor. Asse a tortilla nessa chapa, ela fica ligeiramente esbranquiçada e daí começa a dourar. Encontre o ponto certo e sua tortilla ficará crocante, mas macia o suficiente para ser dobrada sem quebrar.

Ação local por justiça global.

Quarta-feira26, Setembro, 07

Ação direta, autonomia, trabalho de base.
www.masturbateforpeace.com

ai ai

Sexta-Feira14, Setembro, 07

a mosca caiu
no meu copo de banchá
eu não a bebi

Se coisa não é molho, molho não é sopa. Sopa é sopa, mas qual é a diferença entre a sopa e o creme? Se alguém souber a resposta, tenha a bondade. Eu tinha, entre as minhas muitas explicações chutadas e bem articuladas para assuntos diversos, uma certa noção que não saberei reproduzir exatamente (porque foi confrontada e desarticulou-se), mas que incluia qualquer coisa como os cremes serem sempre engrossados com leite, creme de leite ou manteiga ou alguma outra coisa. Eu fazia, assim, um creme de inhame, mas ele evoluiu e deixei de usar manteiga, aí ficou difícil para mim essa coisa de sopa ou creme.

Coisa de Inhame das Tias

as coisas: uns seis inhames, uma colher de chá de sementes de mostarda, caril (também conhecido com cãr-rri), sal e pimenta.

o procedimento: cozinhe os inhames com casca até o garfo entrar bem fácil, descasque-os e bata no liquidificador com um pouco de água. Frite as sementes de mostarda na manteiga até estourarem. Elas estouram como pipoca, então recomenda-se panela tampada e atenção para não queimar. Despeje os inhames batidos sobre as sementes, uma pitada de sal e deixe apurar em fogo brando. Observe a consistência e decida. Um pouco antes de tirar a panela do fogo, tempere com o caril e a pimenta que preferir (das secas, de preferência). Jogue o caril aos poucos, para não empelotar. Recomendo cebolinha picada para salpicar.

[ps. essa receita excessivamente minuciosa é uma exceção, foi escrita para aquela corrente das receitas]